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Na mídia: Reutilizar água e minimizar impactos são palavras de ordem.

Grupo Queiroz Galvão adota medidas para construir infraestrutura com menos interferências nos ecossistemas

postado em 09 de novembro de 2015 com informações de Site: Portal dos Equipamentos


Fonte:
http://www.portaldosequipamentos.com.br/equipanews/cont/m/reutilizar-agua-e-minimizar-impactos-sao-palavras-de-ordem_12396_38

Reutilizar água no canteiro de obras e investir na minimização de impactos ambientais são preocupações que devem nortear projetos de engenharia. Embora haja a necessidade de avanços pela gestão pública referentes à produção de fontes de energia naturais, sem emissões de CO2, tratamento eficiente do lixo e neutralização de contaminantes nos esgotos, nota-se que empresas que constroem a infraestrutura são capazes de colocar em prática ações favoráveis ao meio ambiente, com trabalhos que merecem destaque.

A obra Contorno de São Sebastião, realizada pela Queiroz Galvão no Litoral Norte de São Paulo, é um dos exemplos. Um sistema implantado no local reutiliza a água de operação dos jumbos nas escavações subterrâneas. Isso reduz custo operacional e os recursos hídricos são aproveitados de forma consciente. De acordo com o engenheiro Euzair Rodrigues Siqueira Jr, gerente industrial dos Lotes 3 e 4 da obra, o processo de reutilização de água proveniente da escavação subterrânea dos túneis é bem específico e diferente de outros processos aplicados na construção civil, como na lavagem de equipamentos.

“Nosso sistema aplicado é customizado para cada obra/ túnel, em que diversos fatores são levados em consideração, com a finalidade de preservar o meio ambiente reduzindo impactos ambientais e custo de operação”, explica. Para ele, a relevância desse projeto é o tratamento de 100% da água captada dos túneis, deixando-a conforme os parâmetros aceitáveis tanto para reutilização na perfuração quanto para ser descartada no meio ambiente.

“No mês de setembro foram tratados 11.559 metros cúbicos de água”, conta Euzair. Para o tratamento, são utilizados produtos como ácido ortofosfórico para corrigir o PH da água, policloreto de alumínio ou cloreto de polialumínio para acelerar a sedimentação e acrylato para a floculação.

CONSERVAÇÃO E REUSO DE ÁGUA EM EDIFICAÇÕES

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo publicou em 2005 um manual com orientações para implantar programas de conservação de água em edificações comerciais, residenciais e industriais, quer sejam novas ou já existentes.

No caso de canteiro de obras com diferentes usos da água, o manual estabelece medidas como um sistema de gestão com o monitoramento do consumo a partir da instalação dum hidrômetro específico para áreas de ambientes sanitários, refeitórios e torneiras de lavagem para uso dos alojamentos e especificação adequada dos equipamentos. Além disso, o manual conta com orientações de realização de palestras para conscientizar e capacitar funcionários a fim de reduzir o desperdício no uso doméstico e em outros processos de utilização.

Adicionalmente, fontes alternativas podem ser implantadas para água de drenagem de terreno, água de chuva e águas subterrâneas. Para isso, ensaios laboratoriais devem ser realizados periodicamente para obter e monitorar as características da água. Essa prática deve ser inserida no sistema de gestão de água adotado em canteiros de obras a fim de permitir que as aplicações estejam de acordo com a qualidade estabelecida. O documento ressalta que a construtora será a responsável pela gestão dessa fonte de água alternativa e pelos riscos envolvidos por tal aplicação.

Para os processos produtivos inseridos na construção de edificação, como concretagem e cura, por exemplo, diversas soluções que otimizem o consumo de água são possíveis. Segundo o manual, é importante seguir as normas específicas para concreto e suas respectivas aplicações.

USO DE ÁGUA EM CHUVEIROS E PIAS DOS CANTEIROS

A empreiteira D2F Engenharia desenvolve estações de reuso de água em canteiros de obras, em que é possível fazer a captação de águas pluviais. Durante a realização de uma obra, a água armazenada é utilizada para fazer concreto e massa, limpeza do local e descarga dos banheiros. “Nossa expectativa é economizar cerca de 2.000 metros cúbicos em 2015, o equivalente a 200 metros cúbicos por obra”, explica o engenheiro Daniel Fazenda Freire, diretor da empreiteira e idealizador do projeto.

A empresa possui, também, projetos que incluem a captação de água de chuva para reuso em torneiras, de uso não potável. “A água proveniente de chuveiros e pias é reaproveitada na irrigação de jardins, o que gera economia de até 60%”, afirma o profissional da D2F Engenharia, acrescentando que a captação de água da chuva nos canteiros de obras é definitiva. “O reuso de água nos canteiros é uma solução que adotamos como padrão para nossas obras, independente da resolução dos problemas de abastecimento no estado”.

MINIMIZAR IMPACTOS É FOCO, SEGUNDO CONSTRUTORES DO RODOANEL

O grande diferencial na construção do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, foi a tecnologia a serviço da redução dos impactos ambientais. A obra passa por uma região de mananciais e a construtora investiu numa solução de engenharia em que se utiliza uma via elevada de 8,8 quilômetros que não interfere nas várzeas dos rios Tietê e Guaió. A estrutura (Cantitravel) venceu a extensão da várzea sem contato com o solo. Isso reduziu áreas de aterro, uma vez que seriam movimentados cerca de 4,5 milhões de metros cúbicos de terra, o equivalente a dois estádios do Maracanã lotados.

“Para a construção de outro viaduto, o encontro leve estruturado, a SPMAR também trouxe para o Brasil um equipamento inédito na América Latina”, informou a assessoria de imprensa da SPMAR, por meio de nota. O sistema M30x2-S (Cimbramento Auto-lançável Superior de Duplo Tramo) demonstrou ser a melhor solução para a construção de uma ponte sobre uma região alagada localizada entre os municípios de Itaquaquecetuba e Suzano.

“Com a utilização deste equipamento tornou-se possível a concretagem da supraestrutura dentro do próprio equipamento o que evitou contato com o solo e aberturas de caminhos de serviço. A nova solução permitiu ganhos de velocidade de execução e qualidade na entrega, mesmo em trechos em grandes elevações ou curvas”, finaliza.